terça-feira, 31 de julho de 2012

CONVITE


DIAS 01/08 (quarta-feira) e 04/08 (sábado) às 20h00min

Teatro Linda Mascarenhas – Av. Fernandes Lima, 1047, Farol

Histórias recicladas faz parte do Projeto Teatro do Ciclo. Trata-se de um espetáculo montado durante residência artística do diretor Carlos Lagoeiro, do Teatro Munganga de Amsterdam, Holanda, no Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu, Maceió. No período de 30 dias, Lagoeiro trabalhou com 13 mulheres, sendo 9 catadoras da COOPVILA, 3 filhas de catadoras e uma colaboradora. A peça tem a intimidade de uma sala de estar, na qual as ‘atrizes-catadoras’ dividem com o público momentos de suas vidas.


Apoio: IZP, CENARTE/SECULT, BRASKEM, FNMA/MMA
Agradecimentos: Fios de Cabelo, Caruaru Beer -  Agradecimento especial: Gisela Moreau


 Confirme sua presença (120 lugares)



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Projeto Cata-Atores de criação de espetáculo teatral sobre reciclagem com ex-catadores do Lixão de Maceió e moradores da Vila Emater II


Grupo de Teatro com Diretor Carlos Lagoeiro


Nos meses de Junho e Julho o reconhecido diretor de teatro Carlos Lagoeiro montou um espetáculo teatral sobre reciclagem em conjunto com ex-catadores do lixão de Maceió e moradores da Vila Emater II. 
A ideia originária é a criação de um espetáculo teatral no qual os atores sejam também os personagens principais do processo de renascimento do material que a sociedade adquire, consome e descarta: os catadores. O mote é o renascimento, a partir da compreensão de que tudo e todos temos pelo menos uma segunda chance de vida.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Tema de Dia Mundial do Meio Ambiente é a economia verde


De hoje até o final de junho você vai ouvir muito sobre economia verde, mas o que ela significa? A economia que leva em conta o meio ambiente, mas também tantas outras variáveis bem mais próximas do seu dia a dia do que você imagina. É o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste 5 de junho com país sede o Brasil, e também da Rio+20, Conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável, que ocorre de 13 a 22 de junho.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) define economia verde como uma que resulte em melhoria do bem-estar humano e da inclusão social ao mesmo tempo em que reduz de forma significativa os riscos ambientais e a escassez ecológica. É muito atrelada à questão das emissões de carbono, mas também refere-se ao uso eficiente dos recursos e inclusão social.
Consumir produtos que degradem menos o ambiente é a faceta mais popular, mas mudar o consumo também está incluído no conceito. A crise econômica atual, apontada por alguns como a pior crise financeira desde a de 1929, é um sinal de que precisamos mudar o rumo. E a economia verde é apontada como o caminho.
E para isto a vontade pública é essencial. Os investimentos devem ser catalisados e apoiados por reformas de políticas, mudanças nos regulamentos e direcionamento de despesas públicas.
A Tragédia dos Comuns
O dilema que enfrentamos entre a atual economia “marrom” e a proposta de economia “verde” pode ser ilustrado por um artigo escrito por Garret Hardin, chamado A Tragédia dos Comuns, em 1968. Ele descreve um pasto comum em que vários agricultores deixam seu gado pastar. A fim de aumentar a riqueza individual, é do interesse de cada produtor ampliar o seu rebanho e continuar a pastar no mesmo trecho de terra. Mas quando o limite de um certo número de bois é ultrapassado, a qualidade da terra começa a diminuir.
Como ninguém é particularmente responsável pela terra e nenhum imposto é cobrado para pastagem, cada agricultor continua a maximizar os lucros com o aumento de seu rebanho. O problema, no entanto, continua sendo o fato de a qualidade da terra continuar a degradar-se cm a crescente pressão dos crescentes rebanhos e o capim se torna insuficiente para alimentar o gado. Ou seja, os agricultores que aumentam seu rebanho podem até se beneficiar no início, mas depois perdem seu meio de subsistência, e todos perdem nesse cenário.
Economistas ambientais identificaram como principal problema deste dilema o fato de o recurso natural (o capim) ser consumido sem gastos, já que ninguém é dono da terra “comum”. Se, todavia, um imposto for cobrado por cabeça de gado e o valor da terra aumentar com o aumento do rebanho, ficaria muito caro ultrapassar o limite de pastagem. Assim, os agricultores perceberiam as perdas e seriam forçados a reduzir o número do rebanho, consequentemente se autorregulando para níveis sustentáveis para benefício de todos.

Do UOL, em São Paulo

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Senado aprova lei que inclui catadores de recicláveis na contribuição à Previdência Social


Da Agência Brasil
Brasília – Os catadores de materiais reciclados serão incluídos na categoria de segurados especiais da Previdência Social. O projeto de lei que viabiliza a contribuição especial desses profissionais foi aprovado ontem (15), em caráter definitivo, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS). O projeto terá ainda que ser aprovado na Câmara dos Deputados para entrar em vigor.
Se a lei for aprovada pelos deputados e sancionada pelo governo, os catadores passarão a contribuir para a previdência com alíquotas de 2,3% sobre o salário mínimo ou sobre a renda da comercialização dos materiais. Para o autor do projeto, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), a lei trará aumento da inclusão previdenciária e do exercício da cidadania para esses trabalhadores.
A atual legislação enquadra os catadores na categoria de contribuinte individual, o que representa, em números, repasse de 11% sobre o salário mínimo. Para o coordenador do Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis (MNCR), Ronei Alves da Silva, o projeto dá um passo importante na valorização do catador. “Esse projeto mostra que o poder público tem visto os catadores como agentes importantes na sociedade. Até há pouco tempo nós não éramos nem reconhecidos”, disse à Agência Brasil.
Ronei elogiou o projeto, mas ressaltou que a lei não agrega três pontos essenciais na regulamentação do trabalho de catadores. Segundo o coordenador, o texto não especifica o que é um catador de materiais recicláveis e também não privilegia as pessoas que estão organizadas em cooperativas. “E, o mais importante, não fala sobre a aposentadoria desses trabalhadores. Há gente que está nesse ramo há mais de 30 anos sem contribuir [com a previdência] e o texto não dispõe do tempo de serviço”, afirmou. Ronei disse que o movimento vem trabalhando com outros parlamentares para a inclusão desses pontos em outros projetos.
O MNCR estima que, no Brasil, 800 mil trabalhadores vivam da renda obtida pela venda de matérias recicláveis.
Edição: Fábio Massalli